Ronaldo foi dado como morto para o futebol em vários momentos. Mas para os que duvidavam, ele sempre teve a capacidade de voltar e jogar bem. Porém, desta feita parece que não tem mais jeito. Quando a cabeça sabe o que fazer, mas o corpo não tem capacidade de realizar, o atleta tem que agir mais com a razão do que com o coração. Ainda mais depois da eliminação corinthiana na pré-Libertadores. Se o Timão tivesse na competição sulamericana, o Fenômeno adiaria um pouco mais essa decisão. Mas, com apenas o Campeonato Paulista e o Brasileirão a disputar, o desgaste seria grande e o homem resolveu se poupar.
"Perdi para meu corpo" disse o Fenômeno em sua última coletiva. Afirmou que sofre de hipotiroidismo, uma doença que desacelera o metabolismo e faz com que a pessoa ganhe peso. Para controlá-la hormônios devem ser administrados. Só que eles são considerados dopping, por isso a dificuldade em manter a forma, disse. Não é verdade. O hipotireoidismo é uma doença controlável e a medicação utilizada não é considerada dopping. Quis justificar o excesso de peso. Não conseguiu.
Ronaldo sofre muito com as dores. Tem dificuldade ao subir uma escada. A decisão de abandonar o futebol foi tomada na quinta, dia 10.
Emocionado agradeceu a todos os clubes em que jogou e em especial o Corinthians e sua torcida. Chegou a lacrimejar ao falar do clube e chamou o presidente Andres Sanches de irmão. Afirmou que será sempre visto no estádio acompanhando o time.
Quanto ao futuro disse que irá se dedicar a sua agência de marketing e a inauguração de uma fundação chamada Criando Fenômenos.
Pela sua carreira, o Fenômeno merece uma grande despedida. Deverá acontecer em junho ou julho em partida amistosa com alguns ex-companheiros de clubes nos quais jogou. Poderia ser em uma partida da Seleção Brasileira, camisa que vestiu com muita felicidade.
Foi um craque.
Boa sorte Ronaldo!
Palavra de Aló.

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