segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

O Fenômeno diz adeus - "Perdi para meu corpo"

Eu tive a oportunidade de ver Ronaldo em campo por duas vezes. Uma foi no Mineirão em uma partida do Timão contra o Cruzeiro. Outra foi no Pacaembu contra o Grêmio. Nas duas houve vitória com gols do Fenômeno. O que vi? Um jogador inteligente, que sabia buscar espaço e que teve alguns lampejos de suas fulminantes arrancadas do início da carreira no Cruzeiro. Hoje não é nem sombra disso.
Ronaldo foi dado como morto para o futebol em vários momentos. Mas para os que duvidavam, ele sempre teve a capacidade de voltar e jogar bem. Porém, desta feita parece que não tem mais jeito. Quando a cabeça sabe o que fazer, mas o corpo não tem capacidade de realizar, o atleta tem que agir mais com a razão do que com o coração. Ainda mais depois da eliminação corinthiana na pré-Libertadores. Se o Timão tivesse na competição sulamericana, o Fenômeno adiaria um pouco mais essa decisão. Mas, com apenas o Campeonato Paulista e o Brasileirão a disputar, o desgaste seria grande e o homem resolveu se poupar.
"Perdi para meu corpo" disse o Fenômeno em sua última coletiva. Afirmou que sofre de hipotiroidismo, uma doença que desacelera o metabolismo e faz com que a pessoa ganhe peso. Para controlá-la hormônios devem ser administrados. Só que eles são considerados dopping, por isso a dificuldade em manter a forma, disse. Não é verdade. O hipotireoidismo é uma doença controlável e a medicação utilizada não é considerada dopping. Quis justificar o excesso de peso. Não conseguiu.
Ronaldo sofre muito com as dores. Tem dificuldade ao subir uma escada. A decisão de abandonar o futebol foi tomada na quinta, dia 10.
Emocionado agradeceu a todos os clubes em que jogou e em especial o Corinthians e sua torcida. Chegou a lacrimejar ao falar do clube e chamou o presidente Andres Sanches de irmão. Afirmou que será sempre visto no estádio acompanhando o time.
Quanto ao futuro disse que irá se dedicar a sua agência de marketing e a inauguração de uma fundação chamada Criando Fenômenos.
Pela sua carreira, o Fenômeno merece uma grande despedida. Deverá acontecer em junho ou julho em partida amistosa com alguns ex-companheiros de clubes nos quais jogou. Poderia ser em uma partida da Seleção Brasileira, camisa que vestiu com muita felicidade.
Foi um craque.
Boa sorte Ronaldo!

Palavra de Aló.

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

Colação de grau em Jornalismo



O calor tava forte! Usar roupa preta em pleno verão santista é fazer sauna a ceu aberto. Mas esse desconforto valeu a pena. Ao vestir a beca e adentrar ao palco, um filme passou em minha mente: minha primeira formatura, a de Odonto em 1994. Naquela eu estava de branco. Tinha 21 anos e, com eles, o medo e a ansiedade pelo que estava por vir. Nesta de 2011 estive com um mix de alegria e esperança de que um sonho seria realizado. O sonho de ser jornalista.
Foi uma colação emocionante. Mais do que a primeira. A família presente, o teatro lotado e a responsabilidade que meus colegas me deram de ler o nosso juramento. Que honra! Cheguei ao púpito e li frase por frase. Enquanto meus colegas repetiam, um arrepio me corria espinha afora:

Juro,
no exercício de minhas funções,
assumir o compromisso
com a verdade e com a informação.
Juro empenhar todos os meus atos e palavras,
meus esforços e meus conhecimentos
para a construção de uma nação consciente
de sua história e de sua capacidade.
Juro,
no exercício do meu dever profissional,
não omitir, não mentir
e não distorcer informações,
não manipular dados e, acima de tudo,
não subordinar em favor de interesses pessoais
o direito do cidadão à informação.

Inesquecível.

Logo após, mais uma surpresa: Fui chamado ao palco juntamente com minha família para receber uma medalha pela melhor média dos quatro anos de curso. Que felicidade! Meu pai colocou a medalha em meu peito. Nunca mais esquecerei esses momentos.

Foi uma bela colação. Nossa turma toda junta, confraternizando, bom demais! Desculpem-me os oradores e paraninfos dos outros cursos, mas os discursos da oradora Letícia Fontes e do nosso paraninfo Marcio Calafiori foram os melhores.

Enfim, foi um evento que não me sai da retina e estará cravado pra sempre em minha alma.
Agora é buscar espaço nessa nova profissão que escolhi.

Palavra de Aló.

domingo, 6 de fevereiro de 2011

Depois das férias, a volta



Demorei né? Tô de volta. Depois de girar pelo Brasil, finalmente aportei em meu destino: A Cidade Maravilhosa. Foram quase dois meses rodando por aí. Neste último mês passei por Brasília, Vitória, Rio de Janiero, São Paulo, Santos, Campinas, voltei a Brasília, então fui a Belo Horizonte e, por fim, finquei terreno no Rio.
Durante esse tempo longe, vários filmes entraram em cartaz: A conquista do Paraíso estrelando o Flu Campeão Brasileiro com direção de Muricy Ramalho; O Novato com o mais jovem campeão da F1 Sebastian Vettel; Gigante 2, o desastre com a incrível derrota do Inter-RS para o Mazembe do "bundosaltitante" goleiro Kidiaba; Os Mercenários estrelado por Assis e Gaúcho com final rubro-negro e Titanic com o Corínthians - primeiro time brasileiro eliminado na pré-Libertadores.
Como cinéfilo analiso que tivemos drama, comédia e suspense. Cada filme com sua história, alguns com finais previsíveis e outros surpreendentes que faz com que o esporte seja como Hollywood: uma fábrica de sonhos.
Aguardo ansioso pelos próximos lançamentos.

Palavra de Aló.

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Somos Jornalistas


O dia começou tenso. À noite seria a minha apresentação do Trabalho de Conclusão de Curso. Eu estava tenso. Pensei nas palavras que falaria na apresentação o dia todo. Por incrível que pareça só fui relaxar quando cheguei à faculdade e encontrei minhas companheiras de labuta Marcela e Sandra.
Nossa orientadora, a professora Wanda Schumann, disse para falarmos com o coração.Foi o que eu fiz.
Nosso TCC é sobre um programa de rádio feito por universitários para ser incorporado à grade do curso de Jornalismo. Tem o nome de Conexão Unisanta. Falei de minha ligação de infância com o rádio. E não foi fácil. Torcer para o Palmeiras na década de 80 era um sofrimento. Acompanhava as narrações de Osmar Santos, Fiori Giglioti e José Silvério com o ouvido colado. O radinho de pilha me deu mais frustrações do que alegrias, mas não diminuiu o amor por esse fascinante veículo.
A apresentação do TCC terminou, então veio a segunda parte tensa do dia: a avaliação da banca. Algumas pancadas e muitos assopros como de costume e, no final, ouvimos com atenção o veredicto: Aprovados!
Alívio. Ufa! Todo aquele trabalho recompensado. Agora somos jornalistas.
Quatro anos que voaram. Sentirei falta do clima universitário.
Fiz minha primeira faculdade com 17 anos. Esta segunda com 34. Qual farei com 51? Só o tempo dirá.

Palavra de Aló.

sábado, 23 de outubro de 2010

Pelé e Edson: Deus e mortal na terra do futebol




Quando nasceu seu primeiro filho com dona Celeste no dia 23 de Outubro de 1940, na cidade de Três Corações-MG, Dondinho teve uma luz e resolveu batizar o menino com o sobrenome do inventor da lâmpada elétrica, Thomas Alva Edison. Assim veio ao mundo Edson Arantes do Nascimento, sem o "i".
O menino Edson, tal como o filete incandescente do inventor norte-americano, nasceu para brilhar. Zeus, do alto do Monte Olimpo, estava reunido com alguns deuses como Thor e Athena, quando reparou que havia no jardim do palácio um Deus negro brincando com uma esfera que parecia ser o globo terrestre. Esse Deus estava com o mundo aos seus pés. Zeus, com toda sua sabedoria, chamou-o e disse-lhe: “Pelé, és o Deus do futebol, enviar-te-ei ao planeta Terra para que mostres tua magia”. O escolhido de Zeus para encarnar o Deus do futebol, todos sabemos: O iluminado Edson Arantes do Nascimento.
Edson é de Três Corações, mas parecia ter três pulmões. Desde pequeno, espelhando-se no pai Dondinho que fora jogador, Pelé já corria atrás da pelota nos campos de Bauru, interior de São Paulo. O visionário Waldemar de Brito percebeu a genialidade daquele negrinho e o levou para Santos com 15 anos de idade. O resto da história o mundo conhece.
Inspirado pelos Deuses do Olimpo, Pelé fazia com a bola o que gênios como Beethoven e Mozart fizeram com a música; Michelângelo com a escultura, Van Gogh com a pintura, entre outros que foram escolhidos a dedo para desfilarem a plenitude de seu talento na Terra.
Eu, como amante do futebol, não tive o privilégio de assisti-lo em campo. Meu pai falava: “Quando Ele vinha com a bola dominada dava medo!” Só fui ter essa dimensão após assistir ao filme Pelé Eterno.
Um exemplo de dedicação e profissionalismo. Jogador iluminado, completo e espetacular. Não há como compará-lo a um simples mortal. Nesse caso, o simples mortal é o Edson. “Pelé é de Saturno”, como diz seu antigo companheiro de Santos, José Macia, o Pepe. O Rei mesmo separa essas duas figuras: Edson e Pelé. Só separando mortal de entidade é que se pode explicar como esse jogador foi fenomenal e insuperável.
Completando 70 anos neste 23 de outubro, Pelé continua sendo uma das figuras mais conhecidas do mundo, mesmo após 33 anos de sua despedida dos gramados. Um dia, o jornalista Armando Nogueira escreveu: “Pelé já era o melhor antes de ser; e continua sendo, mesmo depois de ter sido”.
Parabéns Edson Dico Gasolina Arantes do Nascimento Pelé!

Palavra de Aló.

quinta-feira, 19 de agosto de 2010

Vitória Scolaresca



Retroceder nunca, render-se jamais! O filme protagonizado por Jean Claude Van Damme teve roteiro semelhante nessa disputa de hoje no Pacaembu entre Palmeiras e Vitória. O time baiano marcou 2 x 0 em Salvador e o Verdão teria que fazer o impossível: marcar três sem levar nenhum. E não é que o time de Felipão conseguiu? Vitória Scolaresca, suada, aguerrida, estilo Palmeiras 4 x 2 Flamengo em 1999 quando o Verdão perdia por 2 x 1 e marcou três gols nos sete minutos finais.
Uma vitória com a marca de Felipão. Será que o Verdão vai jogar com essa garra em todos os jogos? Foi com muita intensidade, com necessidade, com fome. Dificilmente repetirá uma partida dessa este ano. Felipão precisa de mais tempo. Está montando o elenco durante o campeonato. Para o Brasileirão, até a classificação para a Libertadores está difícil. O jeito é agarrar com unhas e dentes essa vaga que é oferecida ao campeão da Copa Sulamericana. É um campeonato no estilo mata-mata, especialidade do técnico palmeirense.
A torcida do Verdão deu show. Empurrou o time. Cantou os 90 minutos.
Este jogo épico serviu como presente ao goleiro Marcos que completou 500 jogos com a camisa alviverde. Melhor presente do que esse, só se a partida fosse para os pênaltis e o santo palmeirense se tornasse o heroi da classificação. Acho que ele preferiu do modo que foi.

FICHA TÉCNICA:
PALMEIRAS 3 x 0 VITÓRIA

Local: Estádio do Pacaembu, em São Paulo (SP)
Renda: R$ 437.422,00
Público: 21.950 pagantes (458 não pagantes)
Árbitro: Heber Roberto Lopes (Brasil)
Assistentes: Erich Bandeira e Dibert Pedrosa (ambos do Brasil)
Cartões amarelos: Eduardo (Vitória)

Gols:
PALMEIRAS: Tadeu, aos 47 minutos do primeiro tempo e aos 12 minutos do segundo tempo; Marcos Assunção, aos 44 minutos do segundo tempo.

PALMEIRAS: Marcos; Maurício Ramos, Danilo e Fabrício (Ewerthon); Márcio Araújo, Edinho, Marcos Assunção, Tinga e Rivaldo; Luan (Patrik) e Tadeu
Técnico: Luiz Felipe Scolari

VITÓRIA: Viáfara; Eduardo Diniz, Anderson Martins, Wallace e Egídio; Vanderson, Ricardo Conceição, Ramon (Neto Coruja depois Renato) e Thiago Humberto; Elkeson e Schwenck (Junior)
Técnico: Toninho Cecílio.

Palavra de Aló.

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

Santos campeão da Copa do Brasil



Luta na lama ou futebol? O gramado lamacendo do Barradão foi palco da partida final da Copa do Brasil entre Vitória x Santos. O time baiano foi valente mas, uma disputa como essa não é decidida apenas em 90 minutos. Na primeira partida em Vila Belmiro foi uma equipe omissa e poderia ter levado muito mais que os 2 x 0 aplicados pelo Peixe.
Edu Dracena abriu o placar de cabeça. Era tudo o que Dorival Júnior queria. Esse gol obrigava o Vitória a marcar quatro, só conseguiu dois com Wallace e Junior.
Chuva, lama, suor e alguma técnica foram as marcas dessa segunda partida final.
Foi a última partida de Robinho e André pelo alvinegro de Vila Belmiro.
Esta imagem que abre o blog é exclusiva. Foi tirada do local onde estava a torcida santista por Edu Froelich. Parabéns Campeão!
Parabéns Peixe pela sua primeira conquista da Copa do Brasil!! Sua vaga na Libertadores 2011 está assegurada.

FICHA TÉCNICA
VITÓRIA 2 X 1 SANTOS

Local: Estádio Barradão, em Salvador (BA)
Árbitro: Carlos Eugênio Simon (Fifa-RS)
Assistentes: Altemir Hausmann (Fifa-RS) e Erich Bandeira (Fifa-PE)
Cartões amarelos: Bida, Anderson Martins, Elkeson e Wallace (Vitória); Edu Dracena, Pará, Robinho, Rafael (Santos)

Gols:
VITÓRIA: Wallace, aos 11 e Júnior, aos 32 minutos do segundo tempo
SANTOS: Edu Dracena, aos 44 minutos do primeiro tempo

VITÓRIA: Viáfara; Nino (Gabriel), Anderson Martins, Wallace e Egídio; Neto Coruja, Bida (Adaílton) e Ramon (Renato); Júnior, Elkeson e Schwenck
Técnico: Ricardo Silva

SANTOS: Rafael; Pará, Edu Dracena, Durval e Alex Sandro; Arouca, Wesley e Paulo Henrique Ganso; Neymar (Marcel), Robinho (Rodriguinho) e André (Marquinhos)
Técnico: Dorival Júnior

Palavra de Aló