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terça-feira, 13 de dezembro de 2011

O dia em que o mundo ficou rubro-negro



Dia 13 de dezembro de 1981. Há exatos 30 anos, o mundo ficou colorido em vermelho e preto. A vitória por três a zero sobre o Liverpool deu ao Flamengo o título do Mundial Interclubes. Façanha que não conseguiu mais repetir.
Aquela equipe era fantástica. O título em Tóquio coroou todo um trabalho que começou a colher frutos desde 1977, com títulos Cariocas, Brasileiros e Libertadores. O pensamento era uníssono entre diretoria, comissão técnica e jogadores. Houve planejamento para que o time conquistasse tanto nesse período.
O Flamengo estava tão preparado para conquistar aquele Mundial que não perderia pra ninguém. Nem mesmo para o tricampeão europeu Liverpool. A partida foi resolvida em 42 minutos. O Mengão foi tão arrasador que aquela acabou se tornando a vitória em decisões mais tranquila daquele timaço. Os ingleses não viram a cor da bola. Ela era rubro-negra.

Assista aqui o programete especial que produzi sobre o feito rubro-negro. Os jogadores Zico, Júnior e Adílio mais os jornalistas Roberto Assaf, André Rocha e Mauro Beting falam sobre bastidores e o clima do maior jogo da história do Clube de Regatas do Flamengo.

Essas entrevistas serviram de base para minha matéria no site de futebol internacional Trivela. Leia aqui

Uma vitória espetacular de um time que jogava futebol arte. Uma orquestra de violinos com um maestro que foi gênio. Uma equipe que merecia ser aplaudida de pé como em um grande teatro. Quem viu, viu. E aplaudiu. Inesquecível!

Ficha Técnica:

FLAMENGO 3 X 0 LIVERPOOL-ING

Data: 13 de dezembro de 1981
Local: Estádio Nacional de Tóquio, Japão.
Público: 60.000
Árbitro: Mário Rúbio Vazquez (México)
Auxiliares: Toshio Asami (Japão) e Vijit Getkaew (Tailândia)
Gols: Nunes 13’ e 42’ e Adílio 36’.

FLAMENGO: Raul, Leandro, Marinho, Mozer e Júnior; Andrade, Adílio e Zico; Tita, Nunes e Lico. Técnico: Paulo Cesar Carpegiani.

LIVERPOOL: Bruce Grobbelaar, Phil Neal, Ray Kennedy, Mark Lawenson e Phil Thompson; Allan Hansen, Sammy Lee e Graeme Souness; Terry McDermott (David Johnson), Kenny Dalglish e Craig Johnstone. Técnico: Bob Paisley.


Palavra de Aló.

sábado, 19 de novembro de 2011

Ídolo com "I" maiúsculo



Começou com um burburinho, uma agitação. Eis que o local, uma livraria com luz sóbria e clima intelectual, fica iluminado por holofotes ante a chegada de um Ídolo, mas não era um qualquer. Um Ídolo com "I" maiúsculo: Arthur Antunes Coimbra, Zico para uma nação. Nem eram necessários os aparatos de iluminação. O Galinho de Quintino tem luz própria e carimba sua condição atendendo a todos.
Todos, absolutamente todos: Autógrafos, fotos e entrevistas. Não negou a ninguém. Inclusive a este que escreve esses traços emocionado por ter estado perto do seu Ídolo de infância.
Zico foi o maior que vi jogar. Nas peladas pelas ruas, campos e areia das praias era nele que eu me inspirava. Quantas vezes a praia do Boqueirão, em Santos, foi transformada em Maracanã pela imaginação. O Galinho fazia parte dela.
Sou palmeirense desde o útero, mas como era difícil torcer para o Verdão no início dos anos 80. Além do jejum de títulos, jogadores como Carlão, Perivaldo, Osias, Carlos Alberto Seixas, Darinta...Sofríveis! Tínhamos Leão, Luis Pereira, Jorginho Putinatti, Pedrinho, mas eram andorinhas isoladas que mal faziam vento. Verão? nem pensar!
O jeito era acompanhar um timaço que jogava um futebol fantástico e passava pela melhor fase de sua história: O Flamengo de Zico. Não me tornei rubro negro. Virei "Ziquista". Ele participou das minhas decepções futebolísticas infantis, as Copas de 82 e 86, mas não foram suficientes para apagar a admiração pelo seu futebol exuberante.
Fui à livraria Travessa do Shopping Leblon em busca de fontes para um especial sobre os 30 anos do título Mundial Interclubes vencido pelo Flamengo para o site Trivela.com. Lá ocorria o lançamento do livro 1981, de André Rocha e Mauro Beting, que retrata o ano fantástico de conquistas do rubro negro carioca. Entrevistei algumas personalidades, inclusive os autores, mas meu feeling dizia que Zico ia aparecer. Cheguei às 18 horas e já eram quase 22. O Shopping ia fechar, mas ele apareceu e não decepcionou ninguém. Me concedeu a entrevista e, logo após, o prazer de tirar uma foto.
É emocionante estar ao lado desse cara. O Jornalismo me proporcionou esse privilégio.
Zico foi um jogador de futebol espetacular. Arthur Antunes Coimbra é um homem espetacular. É um Ídolo com "I" maiúsculo.

Palavra de Aló.